No mercado brasileiro, contratar uma agência de marketing digital custa, na maioria dos casos, entre R$ 1.500 e mais de R$ 20.000 por mês, e esse valor é só o trabalho da agência: a verba dos anúncios é separada e some por cima. Pacotes de entrada, com uma frente só, costumam ficar entre R$ 1.500 e R$ 3.500 mensais. Operações completas, com várias frentes integradas, ficam mais na faixa de R$ 4.000 a R$ 8.000. Projetos voltados para escala passam de R$ 8.000 e podem chegar bem acima. Em Goiânia os valores acompanham essa lógica, com a ponta de entrada um pouco mais acessível que em São Paulo. O preço final depende de três coisas: o escopo, a verba de mídia e a senioridade de quem opera a conta. Quem dá um número fechado antes de entender o seu negócio está chutando.
O que faz o preço variar tanto?
O preço varia porque "agência de marketing" descreve trabalhos muito diferentes. Um freelancer que gerencia só o tráfego e uma agência que cuida de tráfego, site, SEO, automação e comercial cobram valores que não se comparam, porque não entregam a mesma coisa. Três fatores explicam quase toda a diferença de valor.
O primeiro é o escopo. Uma frente isolada, como gestão de tráfego pago, é o piso. Cada frente que entra (site, SEO, conteúdo, CRM, automação) soma trabalho e soma custo. O sistema completo custa mais que o serviço avulso porque envolve mais gente e mais horas, e é isso que sustenta o resultado ligado até a venda.
O segundo é a verba de mídia. Esse é o ponto que mais confunde quem contrata pela primeira vez. O dinheiro que vai para o Google e o Meta não é da agência, é seu, e você paga direto para as plataformas. A agência cobra pela gestão, não pela verba. Confundir os dois leva a comparações erradas: uma agência de R$ 3.000 de fee com R$ 10.000 de mídia custa R$ 13.000 no mês, e nem sempre isso fica claro na proposta.
O terceiro é a senioridade e a estrutura. Quem gerencia sua conta é um profissional sênior dedicado ou um estagiário tocando quarenta contas ao mesmo tempo? Estrutura enxuta e sênior custa mais por mês, mas costuma queimar menos verba em erro. Barato que desperdiça mídia sai caro no fim.
Faixas praticadas no mercado
As faixas abaixo são referência do mercado brasileiro em 2026, não a tabela da Kemet. Servem para você chegar numa conversa sabendo a ordem de grandeza, e desconfiar tanto do que está muito abaixo quanto do que está muito acima sem justificativa.
Serviços isolados, por mês, costumam ficar assim: gestão de tráfego pago de R$ 1.500 a R$ 10.000, muitas vezes com uma taxa de 10% a 20% sobre o valor investido em anúncio; gestão de redes sociais de R$ 1.500 a R$ 8.000, conforme o volume de conteúdo e a produção de vídeo; SEO de R$ 2.000 a R$ 15.000, conforme a agressividade da estratégia; criação de site ou landing page cobrada por projeto, de alguns milhares a dezenas de milhares, dependendo da complexidade.
Operações integradas, em que a agência responde pelo conjunto e não por uma peça, começam tipicamente na faixa de R$ 6.000 a R$ 8.000 mensais e sobem a partir daí. Parece mais caro que contratar uma frente só, mas o custo por resultado costuma ser menor, porque as peças param de brigar entre si e passam a se reforçar.
Um alerta sobre a ponta de baixo. Pacote de tráfego a R$ 500 ou R$ 800 por mês existe, mas raramente entrega gestão de verdade. Nesse valor não há tempo de analista para otimizar campanha, ajustar público e cortar desperdício. O que costuma acontecer é a campanha rodar no automático, gastar a verba e entregar relatório de cliques. Sai barato e custa caro.
Fee, projeto ou percentual de mídia: qual modelo?
Existem três formas comuns de cobrança, e a escolha depende da natureza do trabalho. O fee mensal (retainer) é o modelo para demanda contínua: gestão de tráfego, redes, SEO, conteúdo. Você paga um valor fixo por mês e garante a equipe disponível e a previsibilidade de custo. É o mais comum em marketing digital, porque o trabalho é recorrente.
O valor por projeto faz sentido para entregas com início, meio e fim: criação de um site, de uma identidade visual, de uma campanha pontual. Você paga uma vez pela entrega definida.
O percentual sobre a mídia aparece em gestão de tráfego, geralmente somado a um fee ou como parte dele: a agência cobra de 10% a 20% do que você investe em anúncio. Faz sentido quando a verba é alta e a gestão escala com ela, mas cuidado com o incentivo torto: um percentual puro pode empurrar você a gastar mais em mídia do que precisa. O modelo híbrido, um fee fixo para a operação base mais um percentual sobre a mídia acima de um teto, costuma alinhar melhor os dois lados.
A Kemet não trabalha com tabela de prateleira, porque o preço honesto depende do que o seu negócio precisa. O ponto de partida é um diagnóstico de 30 minutos: a gente entende o funil, aponta o gargalo e dimensiona junto o que faz sentido para o seu momento, com o modelo de cobrança que se encaixa no seu caso.
O que está incluso, e o que não está
A maior fonte de discussão depois de assinar é o que estava incluso. Antes de fechar, deixe claro no papel o que o fee cobre e o que é cobrado à parte. Costuma estar incluso: a estratégia, a gestão das campanhas ou das frentes contratadas, os relatórios e as reuniões de acompanhamento. Costuma ser cobrado à parte, ou nem existir em pacotes básicos: produção de vídeo, criação de site, ferramentas pagas (CRM, automação, ferramenta de SEO) e a própria verba de mídia.
Uma pergunta que separa a agência séria da amadora: as contas de anúncio, o pixel e os dados ficam no CNPJ de quem? Devem ficar no seu. Se a agência cria tudo no nome dela, você fica refém, e no dia em que a parceria acabar perde o histórico que pagou para construir. Isso não tem preço na proposta, mas vale mais que qualquer desconto.
Quanto reservar para mídia, além do fee
Além do fee da agência, reserve verba para a mídia em si, e não subestime esse número. Investimento em anúncio pequeno demais raramente gera resultado, porque não dá dados suficientes para o algoritmo do Google ou do Meta aprender e otimizar. Para um negócio local começando, o piso costuma ficar entre R$ 600 e R$ 1.500 por mês só de mídia, e o valor ideal depende do custo por clique do seu setor. Em nichos disputados, o clique é mais caro e a verba precisa ser maior para gerar volume que valha a análise. O detalhe de quanto investir por tipo de negócio está no artigo sobre quanto investir por mês em Google Ads para começar.
O preço certo é o que se paga por resultado
Discutir preço isolado leva à decisão errada. O que importa é o retorno: quanto de receita cada real investido devolve. Uma agência de R$ 5.000 por mês que gera R$ 100.000 de faturamento é barata; uma de R$ 1.500 que gera R$ 3.000 é cara, por mais que o número absoluto seja menor.
As operações que a Kemet toca hoje mostram a ordem de grandeza do que uma gestão bem feita devolve: em odontologia, um ROAS de 42x; num hospital, em cirurgia eletiva, um retorno acima de 20x sustentável há vários meses; numa farmácia de manipulação, um ROAS de 14x, todos na média dos últimos 3 meses. Nenhum desses números é promessa para o seu negócio, porque resultado depende do nicho, da região e do processo comercial. Eles mostram o que já aconteceu, não o que vai acontecer, e servem para deslocar a pergunta de "quanto custa" para "quanto retorna".
Se você quer entender quanto faz sentido investir no seu caso, o caminho é conversar com a Kemet num diagnóstico de 30 minutos, em vez de fechar pelo menor preço da lista. E se ainda está decidindo entre agência, profissional próprio ou time interno, o artigo sobre agência, freelancer ou time interno compara o custo real de cada opção.
Perguntas frequentes
Qual o valor mínimo para contratar uma agência em Goiânia?
Pacotes de entrada com uma frente costumam começar entre R$ 1.500 e R$ 3.500 por mês, fora a verba de mídia. Abaixo disso, dificilmente há gestão de verdade.
A verba de anúncio está dentro do valor da agência?
Não. O fee é o trabalho da agência; a verba que vai para Google e Meta é sua e paga direto às plataformas. Sempre confirme os dois números na proposta.
Vale a pena o mais barato?
Raramente. Gestão barata demais roda campanha no automático e desperdiça mídia. O que sai caro não é o fee, é a verba jogada fora por falta de gestão.
Quanto a Kemet cobra?
Depende do escopo e da verba. A Kemet não tem tabela fixa porque o preço honesto varia com o que o negócio precisa. O ponto de partida é um diagnóstico de 30 minutos para dimensionar junto.
Fee mensal ou por projeto?
Fee mensal para trabalho contínuo (tráfego, redes, SEO); por projeto para entregas com fim definido (site, identidade). Tráfego às vezes soma um percentual de 10% a 20% sobre a mídia.

