Aquisição

Case: aquisição de pacientes de cirurgia em Goiânia

Como a Kemet estruturou a aquisição de pacientes de cirurgia de vesícula em Goiânia, dentro das regras da saúde, com foco em lead qualificado.

Douglas Jason6 min de leitura
Equipe médica em ambiente hospitalar moderno.

Este é o relato de como a Kemet estruturou a aquisição de pacientes para uma campanha de cirurgia de vesícula do Hospital Santa Lúcia, em Goiânia. Hoje a operação sustenta um retorno acima de 20 vezes o total investido, mantido de forma estável há vários meses. Chegar aqui não foi rápido nem fácil. O setor de saúde tem trava regulatória pesada para anunciar online, o foco precisou ser aquisição de lead qualificado desde o primeiro dia, e os primeiros três a quatro meses foram difíceis. O que separou o resultado do fracasso foi a base bem montada e a persistência do cliente.

Importante! Nenhum número aqui é promessa para outro negócio; o resultado depende do nicho, da região, do processo comercial e de o cliente aguentar a curva de aprendizado.

O setor de saúde é o mais difícil para anunciar online

Antes de qualquer campanha, é preciso entender o terreno. Saúde é um dos setores mais regulados para publicidade, e ignorar isso coloca o registro do profissional e a reputação do hospital em risco.

De um lado, há as normas dos conselhos. A publicidade médica segue as regras do Conselho Federal de Medicina, que proíbem promessa ou garantia de resultado, sensacionalismo, uso de imagem de "antes e depois" como chamariz, banalização do ato cirúrgico e qualquer comunicação que seduza o paciente ou fira o decoro da profissão. Um anúncio de cirurgia não pode prometer cura nem tratar um procedimento como oferta de varejo.

Do outro lado, há as políticas das próprias plataformas. Google e Meta tratam saúde como categoria sensível: não permitem segmentar o público por condição de saúde, então não dá para mirar "quem tem cálculo na vesícula". Os anúncios passam por revisão mais dura, termos sensíveis são reprovados com frequência, e uma palavra errada derruba a campanha inteira.

O efeito prático é grande. Como não dá para segmentar por condição, a estratégia não pode se apoiar em perfil. Ela se apoia em intenção: aparecer para quem já está procurando a solução, com uma comunicação que educa e respeita as regras, em vez de interromper quem não pediu. Isso muda tudo no desenho da campanha.

O foco sempre foi aquisição de lead qualificado

Desde o primeiro dia, o objetivo da campanha foi um só: gerar lead qualificado para a cirurgia, não volume de contato nem alcance. Em saúde, a diferença entre lead e lead qualificado é a diferença entre gastar e vender.

A tese de ICP guiou toda a definição. O paciente certo para uma campanha de cirurgia de vesícula não é quem está pesquisando o que é a doença por curiosidade. É quem já tem o diagnóstico ou o sintoma que aponta para a cirurgia, está na região de Goiânia, e tem condição de decidir pelo procedimento. Esse é o perfil que fecha, e é para ele que a campanha foi desenhada.

Na prática, isso significou mirar a intenção de busca de quem procura ativamente a solução, filtrar desde cedo quem não tem perfil, e alinhar com o comercial do hospital o que conta como lead qualificado de verdade. Um formulário preenchido por quem só quer saber o preço não entra na mesma conta de quem tem indicação cirúrgica. Definir isso antes de escalar foi o que evitou pagar caro por contato que nunca viraria cirurgia.

Os primeiros 3 a 4 meses são os mais difíceis

Esta é a parte que quase ninguém conta, e é a mais importante do case. Os primeiros três a quatro meses foram difíceis, e isso é esperado, não um sinal de que algo está errado.

O motivo é técnico. Como não dá para segmentar por condição de saúde, ajustar o público certo leva tempo e se faz por tentativa medida: negativar os termos que trazem curioso, ler quais buscas geram o lead que realmente vira cirurgia, refinar a definição de qualificado com o comercial, e deixar o algoritmo acumular dados de conversão de verdade. Nesse período, o custo por lead é mais alto, o volume de cirurgia oscila, e o retorno ainda não apareceu no patamar que apareceria depois.

É aqui que a maturidade do cliente faz toda a diferença. O ponto de virada só chega para quem persiste. Muitos negócios cortam a verba no segundo mês, no susto de um resultado que ainda está se formando, e com isso jogam fora justamente o aprendizado que tornaria a campanha eficiente. O Hospital Santa Lúcia persistiu, confiou no processo enquanto a base amadurecia, e foi essa persistência que permitiu chegar ao resultado estável de hoje. Sem ela, o case não existiria.

O resultado, e por que ele é extraordinário

Depois da curva de aprendizado, a operação estabilizou num patamar que é raro de ver. Hoje ela sustenta um retorno acima de 20 vezes o total investido, e o mais importante, mantido de forma estável há vários meses.

Vale a honestidade sobre o que esse número é e o que não é. Ele não apareceu no primeiro mês, veio depois dos três a quatro meses difíceis. Ele é possível porque a base foi montada certa e porque o cliente persistiu. E ele é resultado de uma operação específica, de um hospital em Goiânia, com o processo comercial dele para atender e converter o paciente que chega. Não é uma promessa transferível: em saúde, parte grande do resultado vem de o atendimento fechar bem o lead qualificado que a campanha entrega.

O que o case prova não é um número mágico. É que, num setor travado por regulação e sem poder segmentar por perfil, uma campanha focada em lead qualificado, montada com base sólida e sustentada com persistência, chega a uma eficiência que compensa muitas vezes o investimento.

Com quem a Kemet trabalha

Um case como este só é possível com experiência no setor. A Kemet atende todos os nichos, com preferência por negócios de serviço, e acumula vários anos de trabalho no setor de saúde, de odontologia a operação hospitalar. Essa vivência é o que permite operar dentro das regras dos conselhos e das plataformas sem travar a campanha, e desenhar a aquisição de lead para um mercado onde não se pode segmentar por condição.

Se o seu negócio é de saúde, ou de qualquer setor regulado, o caminho começa por um diagnóstico honesto: a gente entende o funil, aponta o gargalo e diz com clareza se dá para ajudar e o que esperar da curva até o resultado.

Perguntas frequentes

Esse resultado é garantido para o meu negócio?

Não. É o resultado real de uma operação específica (cirurgia de vesícula, Hospital Santa Lúcia, Goiânia), sustentado há vários meses. O seu depende do nicho, da região, do processo comercial e de você persistir na curva de aprendizado.

Por que os primeiros meses são difíceis?

Porque em saúde não dá para segmentar por condição, então ajustar o público certo se faz por tentativa medida e leva tempo. Nesse período o custo por lead é mais alto. O ponto de virada chega para quem persiste.

Dá para prometer cura ou resultado no anúncio de cirurgia?

Não. As regras do Conselho Federal de Medicina proíbem promessa de resultado, sensacionalismo e "antes e depois" como chamariz. A comunicação precisa educar e respeitar o decoro da profissão.

A Kemet só atende saúde?

Não. A Kemet atende todos os nichos, com preferência por serviços, e tem experiência de vários anos em saúde, o que ajuda a operar dentro das regras do setor.


Artigo escrito por


Douglas Jason, fundador da Kemet

Douglas Jason

Fundador

15 anos construindo sistemas que vendem. Conduz o diagnóstico, o desenho do sistema e a relação com cada cliente.

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